Burnout
Burnout: o que é, quais os sinais e quando procurar ajuda
Os afastamentos por burnout triplicaram no Brasil entre 2023 e 2025. Entenda o que caracteriza a síndrome, como ela se diferencia do cansaço comum e o que fazer.
O burnout foi o transtorno que mais cresceu entre os afastamentos por saúde mental no Brasil: os registros triplicaram, passando de 1.760 em 2023 para 6.985 em 2025.[1]
O crescimento coincide com um momento de clareza maior sobre o que caracteriza a síndrome: um estado de esgotamento físico e emocional ligado diretamente ao trabalho.[1]
A diferença entre cansaço e burnout
Todo mundo se sente cansado depois de uma semana puxada. O burnout é diferente porque não passa com um fim de semana de descanso.
Os sinais mais típicos:
- esgotamento constante, mesmo depois de períodos de pausa;
- distanciamento emocional do trabalho e das pessoas;
- sensação de ineficácia, de que nada do que você faz é suficiente;
- irritabilidade e dificuldade de concentração;
- insônia ou sono de má qualidade;
- queda progressiva da produtividade.[1]
Quando esses sintomas se repetem por semanas, o quadro não é preguiça e não se resolve "se esforçando mais".
O que fazer diante dos sinais
Se você se reconhece, o primeiro passo é levar o assunto a sério e conversar com profissionais. O acompanhamento psicológico ajuda a entender o que está alimentando o esgotamento: carga excessiva, falta de previsibilidade, relações difíceis no trabalho ou a forma como você lida com tudo isso.
Ajustes no dia a dia também importam, como reduzir jornadas quando possível, criar pausas programadas e melhorar o sono. Mas cuidado para não tratar só os sintomas enquanto a causa segue lá, intacta.
Burnout tem tratamento, e procurar ajuda cedo faz diferença no tempo de recuperação. Encontre um psicólogo em Salvador para começar.
Fontes
[1] ANAMT. Levantamento da ANAMT revela crescimento de afastamentos por problemas de saúde mental